Divulgação científica e notícias de actividades realizadas , no âmbito da Física e da Química,
na Escola Secundária José Saramago - Mafra

15/01/12

Mosaico do palácio de Alhambra - foto de Clélia Alves

O israelita, Daniel Shechtman, vencedor do Nobel da Química pela descoberta dos quase-cristais no dia 8 de abril de 1982, alterou a forma como os químicos entendem a matéria sólida e abriu portas para pesquisas que vão desde os motores a diesel até aos revestimentos para figideiras.
O trabalho solitário e persistente deste cientista mostrou que nem toda a matéria sólida se encontra empacotada dentro de cristais com padrões simétricos e que se repetem periodicamente. O que Shechtman viu foram padrões que não se repetiam, tal como o que acontece com os mosaicos aperiódicos do palácio de Alhambra em Espanha.
Segundo o laureado, “nesses mosaicos, como nos quase-cristais, os padrões são regulares - seguindo regras matemáticas – mas nunca se repetem.” Os cientistas usam para descrever os quase-cristais, a proporção áurea, por exemplo na relação da distância entre os átomos.
Os quase-cristais são metálicos mas maus condutores de eletricidade e de calor, extremamente duros e resistentes à fricção e ao desgaste, por isso podem ser usado para recobrir panelas, como antiaderente, mas com melhor desempenho que o teflon, pois, ao contrário deste, não se solta nem se desgasta. Outra aplicação é a adição de pó de quase-cristais a um plástico tonando-o mais resistente e duradouro.