Divulgação científica e notícias de actividades realizadas , no âmbito da Física e da Química,
na Escola Secundária José Saramago - Mafra
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29/06/12

Projeto Radiação Ambiente

Resultados da Experiência CR39

Filme colocado no bar dos alunos, bloco F, durante 1,5 mês.

Medimos o campo do microscópio (do "Imaginarium") e gravamos a imagem que se encontra em cima, no computador.

Campo do microscópio = 2,44 mm (medido com o auxílio de um parafuso micrométrico)

nº traços total = 240 traços

Área = 2,44 x 2,44 = 5,95 mm2

Intervalo de tempo = 1,5 mês

Radiação = nº total de traços/(área*intervalo de tempo) = 240 / (0,0595 x 1,5) = 2698,08 traços/m2/mês

Conversão para Bq.m-3                  

  2698,08 x 0,41= 1106,21 Bq m


Conclusão:

Verificou-se que a concentração de Radão no bar dos alunos é superior ao valor legislado. A Comissão Europeia emitiu em 1990 uma recomendação (90/143/Euratomem) que indica o valor limite de 400 Bq.m-3 como média anual da concentração de radão no interior das habitações já construídas, e de 200 Bq.m-3 para habitações a construir; a legislação nacional, através do Decreto Lei n. 79/2006, estipula como limite máximo 400 Bq.m-3. Recomenda-se assim, uma avaliação da radiação ambiente na nossa escola em outros momentos e também, por períodos de tempo maiores, visto que com o medidor Geiger não se registam valores elevados de radiação, como se pode verificar em Radiação Exterior. Deve-se também fazer a revelação de um detetor branco, isto é, sem ter sido exposto, isto porque há a possibilidade dos detetores terem sido contaminados pelas rochas de Nisa utilizadas na experiência de Becquerel.

Projeto Radiação Ambiente

Resultados da experiência Radiação Exterior

Mediu-se a radiação com um medidor Geiger, em vários pontos da escola, na foto o corredor dos laboratórios.




















Com um GPS, fez-se a localização da escola:















W 9º 20,16`
N 38º 56,24`

E obteve-se um mapeamento da escola:




















Legenda:

Conclusão:

Verifica-se que os valores de radiação exterior existentes na nossa escola são muito baixos, não constituindo, por isso, perigo para a nossa saúde.

Projeto Radiação Ambiente

Resultados da experiência de Becquerel

Nesta atividade foram usadas rochas calcárias das minas de Nisa que vinham referenciadas como contendo um número significativo de decaimentos. Por isso, foram colocadas próximas de películas sensíveis a partículas alfa e beta provenientes dos diversos decaimentos.

Estas películas encontravam-se dentro de um invólucro opaco à luz. Deste modo e usando a sala do Clube de Fotografia, completamente às escuras, utilizando apenas uma luz vermelha, retirou-se a película do invólucro e colocou-se, por cima, um pequeno pedaço de fio de cobre dobrado. Envolveu-se este conjunto num pedaço de papel de alumínio que também é opaco à radiação visível. De seguida colocamos uma pedra sobre o papel de alumínio.

Passados 15 dias, revelou-se a película e obteve-se zonas escuras e zonas claras. Em algumas películas, foi possível observar-se o fio de cobre que impediu a impressão de radiação. Concluiu-se que as zonas escuras obtidas são devidas à radiação alfa e beta que impressionaram a chapa, enquanto as zonas claras, a ausência de decaimentos.

Os negativos dos filmes foram revelados no laboratório de fotografia da escola. Estes negativos foram revelados em papel, obtendo-se os positivos, com a ajuda do professor Carlos Marques, ao qual muito agradecemos.

Filme 1 - Positivo


As setas vermelhas indicam a presença de um fio de cobre fino que impediu a impressão do filme naquele local.




Filme 2 - Positivo






     



        Filme 3 - Negativo










Nestes filmes não são visíveis o impedimento da impressão devido à presença do fio de cobre. Apenas se verificam zonas onde a radiação foi mais intensa (zonas a branco no positivo e zonas a negro no negativo).

Filme 4 - Positivo


A seta preta indica a presença de um fio de cobre fino dobrado em forma de gota que impediu a impressão do filme naquele local.

22/05/12

Projeto Radiação Ambiente

Resultados da experiência - Germinação de sementes de alpista irradiadas





Procedeu-se à plantação e germinação de sementes alpistas irradiadas a 0 Gy, 50 Gy, 120 Gy e 230 Gy, em tabuleiro separados.


Registo do crescimento da alpista ao fim de 4 semanas




Alpista 0 Gy












Alpista 50 Gy











                              

 Alpista 120 Gy












Alpista 230 Gy












Fez-se um estudo gráfico do cescimento das plantas em função da dose irradiada ao longo de 4 semanas, tendo-se verificado apenas crescimento das plantas na segunda semana:









CONCLUSÃO:




Verificou-se que as sementes irradiadas com 230 Gy não apresentavam qualquer germinação ao fim de 4 semanas. Tal situação pode-se justificar pelo facto de para as doses de radiação mais elevadas, as sementes podem sofrer alterações genéticas que impedem o seu crescimento e desenvolvimento. Ao longo das várias semanas observou-se um gradual crescimento das sementes, mais significativo para sementes irradiadas com pouca ou até nenhuma dose. Analisando os histogramas, conclui-se que houve um maior número de plantas germinadas e que atingiram também uma maior altura para uma dose de irradiação de 50 Gy, seguida logo pelas plantas irradiadas a 0 Gy.

Numa próxima atividade laboratorial propõe-se uma análise de plantas irradiadas a pequenos valores e dentro de um intervalo mais reduzido, como por exemplo, 0 Gy, 25 Gy, 50 Gy, 75 Gy, 100 Gy. Deste modo, analisar-se-ia qual a radiação que poenciaria mais o crescimento das plantas.

Resposta ao questionário:

1. As conclusões que se podem retirar da análise dos histogramas são que as sementes irradiadas a diferentes valores, apresentam diferentes crescimentos. Observa-se que quando as sementes são irradiadas a baixas doses apresentam uma maior percentagem de germinação e atingem uma maior altura.

2. O número de plantas que germinaram depende do valor da dose de radiação recebida, sendo a mais eficaz a de 50 Gy.

3. A dose adequada para a germinação de uma maior percentagem de plantas é a de 50 Gy, logo de seguida, a de 0 Gy. O mesmo se passou para as plantas que atingiram uma maior altura.


11/10/11

Participação da escola no Projeto Rede Radiação e Ambiente




Durante o ano letivo 2010-2011 a nossa escola participou, pelo segundo ano, no Projeto Rede Radiação e Ambiente, integrado nas atividades dinamizadas pelo "Clube da Ciência". Este projeto nacional, coordenado pelo Prof. Luís Peralta, que pretende divulgar as atividades do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), envolveu cerca de 50 Escolas Básicas e Secundárias de todo o país, na realização de experiências com radiações ionizantes, colocando ênfase no problema do gás radão e alertando para o facto de o mundo estar mergulhado em radiações.

Assim, alguns alunos das turmas do 11º ano do Curso Científico-Humanístico de Ciências e Tecnologias, coordenados pelas professoras Clélia Alves, Fernanda António, Inês Bruno e Sandra Valdrez, realizaram experiências envolvendo radiações entre as quais a germinação de sementes irradiadas e a experiência de Becquerel.
Foram germinadas sementes de trigo e de alpista irradiadas, com diferentes doses de radiação emitidas pelo isótopo Cobalto-60. O crescimento destas sementes foi monitorizado, tendo os resultados sido tabelados, tratados graficamente e analisados, com o objetivo de se perceber qual a dose mais adequada ao crescimento das plantas. Fez-se a simulação da experiência de Becquerel, colocando uma rocha das minas de Niza, impregnada de urânio, por cima de uma película fotográfica. Esta película foi revelada pelos alunos, no laboratório de fotografia da escola, confirmando-se a emissão de radiações por parte da rocha.

Ao longo do ano letivo, todos os resultados obtidos foram divulgados no sítio do LIP, através de uma plataforma Moodle, na qual também foi possível comunicar com outros "investigadores" das escolas participantes, partilhando experiências e opiniões acerca do projeto. Os alunos tiveram ainda oportunidade de realizar três testes sobre o tema do projeto, relembrando ou aprofundando os conhecimentos tratados nas aulas de Física e Química A, sobre matéria e radiação.
O envolvimento dos alunos no Projeto Rede Radiação e Ambiente culminou com a apresentação de todos os resultados obtidos, compilados num poster A0, no dia 30 de abril de 2011 em Penacova. Participaram neste encontro os alunos Rita Vaz do 11ºE e Eduardo Jorge e Miguel Vaqueiro do 11ºA. Apesar de a nossa escola não ter sido galardoada com um dos prémios a concurso, foi extremamente positiva a envolvência nesta salutar confratenização de cerca de 400 participantes.