Divulgação científica e notícias de actividades realizadas , no âmbito da Física e da Química,
na Escola Secundária José Saramago - Mafra
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15/01/12

A expansão acelerada do Universo

Imagem de raio X da Supernova 1E 0102.2-7219. Crédito: NASA


O prémio Nobel da Física de 2011 foi atribuído conjuntamente a três cientistas norte americanos, Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, que descobriram que a expansão do Universo está a aumentar. Tal facto é atribuído à existência da matéria escura.

Desde a década de noventa do século XX, que estes físicos estudam as supernovas do tipo Ia que resultam de violentas explosões de anãs brancas.

As anãs brancas são a fase final de uma estrela com massa semelhante ao nosso sol. Quando estas estrelas esgotam o seu combustível, por fusão do hidrogénio em hélio, expandem-se originando uma gigante vermelha, que, devido ao aumento de temperatura permite, por sua vez, a fusão do hélio em carbono e oxigénio. As camadas exteriores gasosas são expelidas pela estrela e formam uma nebulosa planetária, restando apenas um núcleo morto, a anã branca, com o tamanho semelhante ao da Terra, mas com uma densidade semelhante à do Sol. Caso a anã branca tenha uma companheira estelar, pode sugar-lhe o seu material, resultando num aumento de matéria na anã branca, e consequente aumento de pressão, densidade e temperatura. Se este acréscimo de matéria foi suficiente e o aumento de temperatura for drástico, ocorre uma violenta explosão estelar, conhecida como supernova.

As supernovas do tipo Ia são úteis devido às semelhanças nas suas curvas de luz. Estes gráficos representam a intensidade de uma certa onda eletromagnética de um objeto celeste em função do tempo. As supernovas do tipo Ia têm comportamentos tão semelhantes, em termos de luminosidade, que os astrónomos usam estas explosões como “vela padrão” para medir as distâncias entre objetos no Universo.

Os vencedores do Nobel da Física estudaram o modo como a luz das supernovas Ia se distorcia para relacionar com a rapidez com que as galáxias se estão a afastar umas das outras, ou seja, o quão rápido o universo se está a expandir.

Como a luz viaja até nós através de um espaço em expansão, sofre um “desvio para o vermelho”. Verifica-se assim, que a luz que nos chega de uma supernova Ia está mais desviada para o vermelho do que a luz daquelas que se encontram mais perto de nós, pois viajou uma distância maior e durante mais tempo através de um Universo expandido.

Mas a equipa descobriu que a luz das supernovas que se encontram mais próximas de nós tem um desvio para o vermelho desproporcional, sofrendo um afastamento superior aquele que era previsto. Como esta luz deixou a sua fonte mais recentemente, isto implica que o Universo se está a expandir mais rapidamente agora, do que outrora. Por outras palavras, o Universo está em expansão acelerada. Todas as estrelas, galáxias e enxames de galáxias estão a mover-se cada vez mais rapidamente.

Claro que estes factos contraíram a nossa intuição, pois a expansão do universo não está a abrandar devido à gravidade. Os astrónomos acreditam que há outra força misteriosa por trás do comportamento inesperado do universo: à qual chamam de energia escura.


Adaptado de http://www.lifeslittlemysteries.com

18/10/11

Fonte: NASA

 Uma equipa da  agência espacial norte-americana (NASA), anunciou, a 15 de Setembro de 2011, que observou um novo planela que se move em torno de duas estrelas. Tal facto nunca tinha sido observado anteriormente! O novo planeta foi detetado por uma sonda em orbita terrestre que foi lançada em 2009, a sonda espacial Kepler. O novo planeta foi batizado com o nome de Kepler 16-b e encontra-se a cerca de  200 anos-luz do nosso sistema solar. A temperatura à superfície Kepler 16-b é cerca de -100 ºC. Um dos objetivos da sonda espacial Kepler é encontrar planetas, fora do sistema solar, com condições para a evolução de vida semelhante à que ocorreu na Terra, este objetivo não foi ainda atingido com a descoberta deste novo planeta ...

11/05/11

Olimpíadas da Astronomia

A nossa escola participou na Fase Regional das Olimpíadas da Astronomia que decorreu no dia 15 de Março de 2011, na FCUL, com o número máximo de alunos permitido (5 alunos do 12º D). Foi com alegria que recebemos, no dia dez de Maio, a informação que quatro alunos da escola faziam parte dos dez finalistas, seleccionados a nível nacional, que vão participar na Final das Olimpíadas da Astronomia que se realizará em Constância nos dias 27 e 28 de Maio.
Trata-se dos alunos:

Ricardo Miguel Moreira

António Maria Batalha

Ricardo Filipe Almeida

Artur Jorge Varanda

A todos os participantes os nossos parabéns!



http://hubblesite.org/gallery/album/pr1998018b/

12/01/10